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Tecnologias Dinâmicas para a Internet

Blogs dos alunos da UC de TDI do MCMM/DeCA/UA

SEF - Search Engine Friendly: um novo SEO para responder aos novos desafios da web

Resumo
A internet tem tido uma evolução estonteante a os websites têm surgido a um ritmo exponencial. É por isso importante para o sucesso de uma página, que se quer rentável, ser visível e o aparecimento nas primeiras páginas dos motores de busca é um fator crucial.
O SEO (Search Engine Optimization) assume-se como algo a ter em conta nos dias de hoje para levar os sites aos lugares cimeiros. Este artigo aborda uma nova perspetiva destas técnicas para fazer face aos desafios atuais, depois de uma grande mudança no algoritmo do mais usado motor de pesquisa a nível mundial.
São abordados neste artigo os pontos chave por onde vão necessariamente passar as novas técnicas de SEO.


 

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Figura 1: Organização do processo de SEO


A evolução que se tem assistido na world wide web nos últimos anos é enorme, muito por culpa da vulgarização do acesso à internet e da proliferação dos dispositivos móveis. Hoje em dia, todos temos um perfil social e as empresas que não tenham uma presença na rede correm o risco de simplesmente não existirem no mundo digital.
Ao crescimento exponencial do número de websites e à gigantesca quantidade de informação presente na web, têm que responder os motores de busca, com o aumento da capacidade de apresentarem informações relevantes para as pesquisas realizadas pelos utilizadores. Longe vão os tempos em que a indexação de páginas era baseada na contabilização de links. Hoje, a informação disponível é tanta, que é necessário usar complexos algoritmos para classificar as páginas e ordena-las de acordo com a sua relevância, procurando dar ao utilizador os melhores resultados.
Sendo a web atualmente um meio privilegiado e onde são gastas quantidades gigantescas de dinheiro em marketing para promoção de uma marca ou um produto, um website perder-se no meio de tantos resultados de um motor de busca é, sem dúvida, catastrófico. E bem sabemos que a maioria dos utilizadores, para já não dizer a totalidade, não avança para além da segunda ou terceira página de resultados que lhe são apresentados. É a cruel realidade.
A solução para este problema já vem da década de 90 e é conhecida por SEO (Search Engine Optimization). E tal não é mais do que um conjunto de técnicas e estratégias para otimizar um site para os motores de pesquisa, com a finalidade de o fazer subir no “ranking”.
Desde há algum tempo a esta parte que falar de web é falar de Google, um termo é usado como sinónimo do outro e é fácil perceber o motivo. As estatísticas não mentem e basta ver o gráfico em baixo para verificar que as pesquisas na rede são dominadas por este gigante. Não espanta por isso que a Google dite as tendências. Se a Google diz que vai ser assim, é assim que vai ser.

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Figura 2: Distribuição da utilização dos moteres de busca a nível global

Foi precisamente a um ditar de tendências que assistimos durante o ano de 2013, que agora terminou, com a Google a lançar para o mundo um novo algoritmo de pesquisa, o Hummingbird, a maior mudança ocorrida a este nível desde 2001. Com ele, a Google pretende mudar o paradigma da pesquisa na web, deixando o tradicional indexação de páginas centrada na correspondência de palavras-chave, para se passar a centrar no significado de toda uma frase e no contexto em que ela está inserida. É um passo largo em direção ao que muitos designam por web semântica ou web 3.0 como gostam de lhe chamar.
É de fato um assunto interessante, mas o que é que isso tem a ver com o tema deste artigo? Tem tudo!!
Uma mudança na forma como o “ranking” de páginas é elaborado pelo motor de busca tem implicações nas estratégias de otimização, levando-nos a questionar se o SEO ainda faz sentido. A resposta é sim, faz, mas num “novo” SEO. Um SEO virado para o conteúdo, para as redes sociais, para ligações a conteúdos de relevo e relacionados com o contexto. O novo algoritmo (e os updates que se preveem) penalizam cada vez mais os “esquemas” e as técnicas designadas de black-hat. A otimização de sites para motores de busca, tem que passar a ser agora mais… Search Engine Friendly!
Proponho-me mostrar em seguida o caminho pelo qual o novo SEO deve seguir para continuar a ser útil e a ajudar os motores de busca a apresentarem cada vez mais melhores resultados. Procurando não ser exaustivo e fastidioso, selecionei apenas três linhas de raciocínio que entendo como sendo as mais relevantes neste processo.


Compreender o conteúdo com recurso a Markup semântico
Como já foi dito anteriormente, o novo algoritmo do Google tem um comportamento semântico nas pesquisas efetuadas, com as máquinas a serem agora capazes de entender o conteúdo das páginas. Este é portanto mais valorizado que nunca e aqueles que mais apostarem e investirem na robustez dos conteúdos serão os que vão ver como recompensa os lugares cimeiros das pesquisas.
Mais do que páginas ligadas, temos conteúdos ligados e para que as máquinas os possam entender melhor é útil a utilização de markup semântico, como por exemplo o schema.org. Desta forma o conteúdo de uma página fica estruturado e organizado, tão mais importante, quanto o conteúdo disponibilizado tem origem em bases de dados. Esta utilização vai, por um lado, enriquecer o conteúdo e, por outro, melhorar os resultados dos motores de busca.
Para além destas, uma boa parte das redes sociais que conhecemos e com as quais interagimos, disponibilizam um conjunto de metadados, que podem ser incluídos no conteúdo, permitindo que este seja pesquisado pelas máquinas das redes sociais, com as potencialidades de partilha e visibilidade que se lhe conhece.


A importância das redes sociais e… do Google+
Numa sociedade de click fácil e dominada pelas redes sociais, onde os bebés aprendem mais facilmente a dizer “like” do que papá e mamã, o aproveitamento desta onda é de extrema importância para as técnicas de SEO.
As pessoas passaram a ser os novos links, substituindo as tradicionais ligações. As redes sociais têm a capacidade de possibilitar que cada um crie uma rede de relacionamentos, publique informações que revelam preferências e gostos pessoais, permitindo que tudo isto seja mapeado e ajudando os algoritmos de pesquisa a inserirem os resultados dentro de um contexto.
Num novo SEO as palavras chave dão lugar às hash tags, os comentários para obter exposição e obter links dão lugar à exposição permitida pela partilha de experiências nas redes sociais e à rede de relacionamentos que lhe está associada. No fundo, as técnicas de otimização aqui descritas, procuram aproveitar a dinâmica das redes sociais e o efeito viral das mesmas na exposição dos conteúdos.


“Numerous studies have shown Google +1’s and other social signals from Google have a direct correlation with increased search engine traffic and rankings.”

Robbie Jack


Mas não se pense que apenas estamos a falar do facebook ou twitter, bem pelo contrário. O Google+ desempenha aqui um papel extremamente importante. Sim, esse mesmo, o Google+. Aquilo que muitos pensavam (nos quais eu me incluo) ser um gigantesco flop acaba por ser o centro de toda esta estratégia.
Como é possível ver na tabela em baixo, o estudo efetuado pela Moz, correlacionando um determinado conjunto de características com a posição das páginas nos resultados dos motores de busca, mostram que o número de Google +1’s é um dos fatores mais importantes.

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Figura 3: Correlação de dados realizado pela Moz, sobre a influência sobre os resultados dos motores de busca


Com um perfil criado no Google+ há algumas opções que nos podem permitir tirar alguma vantagem. Usando a tag rel=”author” nas páginas, o conteúdo será associado ao perfil de quem o criou, podendo com isto beneficiar de um ranking de autor.


A construção de links continua a ser viável
Os primórdios do Google leva-nos para um sistema chamado PageRank, que não era mais do que um mecanismo de contabilização de links para uma dada página, atribuindo a cada um deles um determinado “peso”, em função da página de onde partia a ligação. Este foi durante algum tempo o principal elemento indexador de resultados de pesquisa do Google.
Não é portanto de estranhar que as técnicas de SEO passem por aumentar o número de ligações para a página web que se pretende otimizar. Mas o Homem sempre foi conhecido por procurar contornar as regras e para além da otimização com recurso a boas e recomendadas práticas, também são usados “esquemas” para fazer subir a classificação de uma página, naquilo que se designa na área por black-hat SEO. Neste ponto, é mais do que conhecido a compra de links, técnica fortemente usada por quem pratica este lado mais obscuro do SEO.
Com a chegada do Hummingbird e dos restantes algoritmos que dele fazem parte, poder-se-á pensar que a contabilização de ligações tem os dias contados. Errado. O que tem os dias contados são as ligações artificiais, que não são criadas de forma natural. A contabilização de links continua a ser um dos fatores importantes na indexação de resultados.
No novo SEO, os links devem ser conquistados e não comprados, mantendo uma ligação natural ao nível da qualidade dos conteúdos.


Conclusões
O Search Engine Optimization é um campo em constante mutação, que evolui à mesma velocidade dos motores de busca. Estas novas estratégias visam dar resposta a essa mesma mudança, seguem as tendências e as tendências seguem aquilo que os utilizadores esperam das tecnologias. As alterações que aqui foram abordadas já são passos seguros, pelo que a evolução passa a ser feita a partir daqui.
As previsões apontam para que num breve prazo os dispositivos móveis afetem de igual forma o SEO. O crescente número de smartphones e tablets a nível mundial, aliada às mais-valias da responsive web vai levar a uma otimização dos sites para estes dispositivos. Ninguém quer perder a corrida e o mobile SEO, vai ser certamente “the next big thing”.

 



Referências
[1] Hummingbird Is Google’s Biggest Algorithm Change In 12 Years (http://www.webpronews.com/hummingbird-is-googles-biggest-algorithm-change-in-12-years-2013-09)
[2] What is the new SEO? (https://medium.com/on-startups/f15264e5d790)
[3] Positionly web site (http://positionly.com/seo-marketing-2013)
[4] SEO in 2014: How to Prepare for Google's 2014 Algorithm Updates (http://searchenginewatch.com/article/2308896/SEO-in-2014-How-to-Prepare-for-Googles-2014-Algorithm-Updates)


Fontes das imagens
Figura 1: http://www.agencypost.com/is-content-marketing-the-new-seo/
Figura 2: http://www.business2community.com/seo/unmasking-the-big-secrets-of-seo-0408037#!r8ugT
Figura 3: http://moz.com/search-ranking-factors

“Numerous studies have shown Google +1’s and other social signals from Google have a direct correlation with increased search engine traffic and rankings.”

Robbie Jack

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